Eu era aquele tipo de estudante quietinha, que tirava boas notas e obedecia a todas as regras, por mais absurdas que fossem. Algumas delas eu achava ruins, mas nunca ousei sair do script que me era passado. Precisei voltar a pisar numa escola já adulta, como repórter de educação, para ver como é bom quando há alunos que ousam criar e se expressar livremente.
Precisei me tornar mãe e sentir que meus filhos, tão diferentes de mim, jamais se encaixariam em moldes estritos. Precisei participar da criação da ONG Quero na Escola para entender que todos os estudantes merecem ser ouvidos. Terminei a escola há mais de 20 anos, mas continuo aprendendo com ela. No processo de escrever este livro, tive grandes estudantes como mestres.